Francisco Arly Cordeiro Lima, é natural do município de Baturité - Ceará, agricultor familiar, indígena, foi Diretor da Nova Central Sindical Nacional, foi presidente de Sindicato da Agricultura Familiar, Bacharel em Direito e hoje está como Diretor da Nova Central Sindical Estadual.
CONSIDERAÇÕES DO PRESIDENTE DA FAF
Contribuição dos Sindicatos na Vida da Agricultura Familiar
No Brasil, teve início na década 1990 o movimento de fundação de sindicatos específicos da agricultura familiar, contudo tem se intensificado nos últimos quatorze anos em função da Lei nº 11.326, de 24 de Julho de 2006, na qual se destaca uma formação estrutural sindical de 1º grau os Sindicatos Municipais/Regional, 2º grau as Federações Estaduais, e de 3º grau as Confederações com sede em Brasília.
Essa nova organização da agricultura familiar pôde se apresentar com uma maior aproximação do que almejam os pequenos agricultores de base familiar no País. Desse modo, o crescimento deste movimento, à medida em que pegava visibilidade nacional, fazia oposição ao atual modelo sindical, e provocava, ao mesmo tempo, uma ruptura do monopólio de representação dos trabalhadores rurais em âmbito nacional, há mais de 30 (trinta) anos sob o comando da Contag. Assim, houve divergência, também, para uma aproximação dos movimentos de oposição do atual modelo, quer seja por identidade e unidade de luta, quer seja por representar um novo conceito de sindicalismo.
Para cumprir esse papel, os sindicatos se tornam centros organizadores dos assalariados, focos de resistência à exploração capitalista. Num primeiro momento, eles vão congregar os operários das oficinas e das fábricas, os que produzem diretamente as riquezas - o setor dinâmico da sociedade capitalista. Posteriormente, com o desenvolvimento do próprio sistema, eles se generalizam, atingindo outros setores econômicos (BORGES, 2006, p. 2).
Sendo assim, os chamados sindicatos da agricultura familiar encontram-se em um processo irreversível de organização sindical, pois defendem bandeiras específicas e essenciais ao modo de vida desses agricultores familiares no campo.
É nesse contexto que se estabelece o estatuto da FAF-CE, (Federação da Agricultura Familiar do Estado do Ceara), e nele que nossa Diretoria coloca todos esforços para que possamos avançar cada vez mais na busca de uma vida melhor para os agricultores e agricultoras familiares.
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